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	<title>Jornal da AEI &#187; Uncategorized</title>
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	<description>O mundo da comunicação no Espírito Santo</description>
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		<title>Condenação da Globo é exemplo pedagógico do controle público e social da mídia</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em decisão de caráter liminar proferida no dia 15 de setembro, o juiz Gustavo Henrique Cardozo Cavalcante, do Fórum de Trairi(CE), condenou a TV Globo a não produzir e exibir cenas de provas do programa “No Limite” que envolvam animais. A condenação é resultado de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Ceará, a partir de representação da União Internacional Protetora de Animais (UIPA) na qual constam as denúncias de maus tratos a animais em quadros do programa, “mix de gincana com reality show”, segundo descrição da emissora.
Entre ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em decisão de caráter liminar proferida no dia 15 de setembro, o juiz Gustavo Henrique Cardozo Cavalcante, do Fórum de Trairi(CE), condenou a TV Globo a não produzir e exibir cenas de provas do programa “No Limite” que envolvam animais. A condenação é resultado de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Ceará, a partir de representação da União Internacional Protetora de Animais (UIPA) na qual constam as denúncias de maus tratos a animais em quadros do programa, “mix de gincana com reality show”, segundo descrição da emissora.</p>
<p>Entre outras cenas que caracterizam os abusos, os participantes de “No Limite” foram submetidos a provas em que deveriam comer peixes vivos e ovos galados (com o feto do galo quase plenamente desenvolvido).</p>
<p>Os excessos veiculados motivaram protestos na Internet, manifestações públicas e denúncias ao Ministério das Comunicações, que afirmou não ter competência para tratar da questão.</p>
<p>Geuza Leitão, advogada cearense e presidente da UIPA, avalia a condenação como uma grande vitória do movimento de proteção aos animais. A ação baseou-se no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (lei 9.605/98) e no artigo 225 da Constituição Federal, que proíbem práticas de maus-tratos e crueldades com animais.</p>
<p>Na realidade, o Ministério Público pediu a retirada do programa do ar, mas o juiz optou pela proibição da presença de animais nas provas do mesmo. O descumprimento da decisão acarretará o pagamento de multa de cinquenta mil reais por cada programa que desobedeça a sentença.</p>
<p>Neste caso, a condenação foi o preço da arrogância e da soberba. A decisão só foi concretizada devido à recusa da Globo em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – acordo judicial mediado pelo Ministério Público – para cessar os abusos contra os animais.</p>
<p><strong>Controle público e social</strong></p>
<p>O fato concreto é que o episódio ilustra muito didaticamente os princípios e possíveis mecanismos de aplicação do conceito de controle público e social da mídia.</p>
<p>Longe de significar censura, o controle público e social é a prerrogativa da sociedade em monitorar, reclamar, denunciar e reivindicar adequações, correções, mudanças – nas legislações e demais políticas públicas, nos programas – e até sanções por conta de situações que, no âmbito dos meios de comunicação, sejam consideradas violadoras de direitos consagrados e/ou de leis.</p>
<p>O controle público e social pode ser traduzido e sintetizado, em boa medida, como participação e partilha de poder nos espaços decisórios.</p>
<p>O caráter público do conceito possui duas dimensões complementares: (1) é promovido em público, de forma transparente e aberta, usual, mas não exclusivamente, através de instituições públicas; e (2) realizado pelo público atento e ativo na defesa dos seus valores e interesses. E o caráter social reside nas consequências para o universo das relações sociais que tais ações geram.</p>
<p>A tradição sociológica sedimentou o conceito de controle social como o conjunto de ações do Estado que denotava e perpetuava o seu controle – pela coerção ou pelo convencimento ou cooptação – sobre a sociedade.</p>
<p>O atual conceito, revitalizado pelas experiências de accountability no mundo inteiro e consolidado – no Brasil – no campo da saúde por conta da constituição do nosso Sistema Único de Saúde (SUS), nas últimas duas décadas, inverte o sentido do tradicional e vai ao encontro de um cânone da democracia: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.</p>
<p>As conferências e conselhos setoriais, as iniciativas do Orçamento Participativo e similares, a atuação vigorosa – embora não livre das contradições presentes na sociedade, registre-se – do Ministério Público e os cada vez mais numerosos projetos de monitoramento e crítica (como os observatórios, as ouvidorias e os ombudsmen, entre outros) aos diversos entes preponderantes nas relações de poder (públicos, como os órgãos e agentes dos três poderes, ou privados, como a mídia, as empresas, os partidos políticos etc.) compõem este imenso e complexo mosaico de mecanismos que conferem à sociedade capacidade de promover concertações pontuais ou mais ou menos amplas.</p>
<p>A construção de uma mídia democrática, politicamente plural, que deixe de violar os direitos humanos e passe a respeitá-los e promovê-los, é um dos objetivos da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a se realizar em dezembro. Para isso, não é possível prescindir do debate sobre o controle público e social, algo muito mais concreto e palpável, aliás, do que a invencionice – proposta pelo governo – dos “temas sensíveis” que necessitarão do “quórum qualificado” de 60% para terem propostas aprovadas na Confecom.</p>
<p>Nesse debate, a única censura existente é a práticada pela própria grande mídia, que foge da discussão pública desqualificando a priori as reivindicações e os atores sociais, como se isso fosse suficiente para evitar o aprofundamento das transformações positivas a que assistimos no campo da comunicação. Como demonstra o professor Edgard Rebouças [1], essa tática de associar a idéia de controle público e social à censura faz parte da estratégia retórica dos donos da mídia para impedir a viabilização de qualquer ação que represente a mínima ameaça à sua hegemonia.</p>
<p>O fosso que circunda a velha cidade, para usar uma figura de Gramsci, não mais se apresenta tão intransponível como outrora, embora isso não signifique a proximidade da superação das contradições centrais da nossa sociedade, relacionadas a outro conceito tão atacado pelos novos cães de guarda do sistema, aquele conhecido como luta de classes.</p>
<p>Texto de Rogério Tomaz Jr. Jornalista, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e mantenedor do blog Conexão Brasília Maranhão (http://brasiliamaranhao.wordpress.com).</p>
<p>NOTAS:<br />
1 REBOUÇAS, Edgar. Estratégia retórica dos “donos da mídia” como escudo ao controle social. Revista Líbero, Ano IX, nº 17, p. 41-49, Jun. 2006.<br />
Extraído de http://www.direitoacomunicacao.org.br<br />
27.09.2009</p>
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		<title>Capela da Fazenda do Centro é restaurada</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 21:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Restaurada e revitalizada, a capela da Fazenda do Centro, em Castelo, será entregue à população no domingo (30), no dia da Festa de Santo Agostinho, padroeiro da comunidade. O Governo do Estado, o Instituto Frei Manuel Simón  e a Ordem Agostiniana Recoleta elaboraram uma programação junto ao pároco local, que começará às 10 horas, com a chegada do Apostolado da Oração.
Às 10h30 será realizada uma celebração eucarística, seguida de procissão que conduzirá Santo Agostinho e Santo Tomás de Vilanova, que serão glorificados na Capela do Casarão. O altar será consagrado, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-385" title="Capela" src="http://imprensacapixaba.org.br/wp-content/uploads/2009/08/Capela.jpg" alt="Capela" width="278" height="208" />Restaurada e revitalizada, a capela da Fazenda do Centro, em Castelo, será entregue à população no domingo (30), no dia da Festa de Santo Agostinho, padroeiro da comunidade. O Governo do Estado, o Instituto Frei Manuel Simón  e a Ordem Agostiniana Recoleta elaboraram uma programação junto ao pároco local, que começará às 10 horas, com a chegada do Apostolado da Oração.</p>
<p>Às 10h30 será realizada uma celebração eucarística, seguida de procissão que conduzirá Santo Agostinho e Santo Tomás de Vilanova, que serão glorificados na Capela do Casarão. O altar será consagrado, e a capela benzida. Logo após o almoço comunitário, haverá uma apresentação cultural.<br />
<strong><br />
Restauração</strong></p>
<p>O projeto de restauro da Fazenda do Centro foi dividido em três etapas. Nessa primeira fase, de recuperação da Capela, o trabalho resgatou as características da construção original. Parte das paredes foi reconstruída em pau a pique, e nos telhados e alicerces, foi utilizada madeira de lei. Os investimentos foram de R$ 322 mil.</p>
<p>A residência e as dependências estão inseridas nas outras duas etapas do projeto. A ideia é transformar estes espaços em um centro cultural. Este projeto de ocupação está em discussão e será direcionado para o resgate histórico, observando as tradições e os valores culturais de toda a região.</p>
<p>O trabalho é conduzido numa parceria entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e o Instituto Frei Manuel Simón, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), que celebrou comodato com a Ordem dos Agostinianos.</p>
<p><strong>História</strong></p>
<p>Dentro do contexto do ciclo da mineração brasileiro, surgiu em 1845, no Vale do Rio Caxixe, em Castelo, uma das mais importantes fazendas do Espírito Santo.</p>
<p>Ponto de encontro, local de festas e reuniões, a Fazenda do Centro foi núcleo produtor de café. Chegou a ter aproximadamente 600 escravos que produziam café, arroz e outros gêneros agrícolas. Entrou em decadência após a abolição da escravatura.</p>
<p>No início do século XX, foi adquirida pela Ordem dos Agostinianos Recoletos, cujo mentor era o frei Manuel Simón. Ele dividiu o terreno em lotes, que foram distribuídos entre cerca 300 famílias de imigrantes italianos, promovendo o que foi chamada de &#8220;a primeira reforma agrária do Brasil&#8221;.</p>
<p>As famílias assentadas tinham 10 anos para pagar pelas terras, com carência de mais cinco anos. Enquanto não estavam produzindo, eram sustentados pelos religiosos agostinianos.</p>
<p>A partir de um sistema cooperativista, a fazenda se transformou em um ativo centro comercial, social e religioso. Os imigrantes começaram, assim, a reerguer a economia local. O Casarão da Fazenda do Centro foi tombada em 1984 pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC).</p>
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