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	<title>Jornal da AEI &#187; Headline</title>
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	<description>O mundo da comunicação no Espírito Santo</description>
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		<title>Residencial Primo</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 18:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
 
 
 
 
RESIDENCIAL PRIMO
 
ÓTIMO PARA MORAR.
EXCELENTE PARA INVESTIR!
 
 
 
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			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align: left;"><a href="http://imprensacapixaba.org.br/wp-content/uploads/2010/07/aaqui21.jpg"></a></h1>
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<h1 style="text-align: left;"><span style="color: #0000ff;">RESIDENCIAL PRIMO</span></h1>
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<h1 style="text-align: left;"><span style="color: #339966;">ÓTIMO PARA MORAR.</span></h1>
<h1 style="text-align: left;"><span style="color: #339966;">EXCELENTE PARA INVESTIR!</span></h1>
<h1><span style="color: #339966;"> </span></h1>
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		<title>Uma contribuição que os jornais populares poderiam dar</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 18:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os jornais ditos populares poderiam, muito bem, ter, entre seus objetivos e sua missão, um item a mais, além de ganhar dinheiro: melhorar o nível do público brasileiro. Eles podem. Na verdade, isso deveria ser uma obrigação desses jornais. Estão baseados em uma fórmula antiga: mulher nua, esportes, escândalos, crimes e, agora, serviços para aposentados. Mas seu grande trunfo é um preço de capa altamente atrativo, menos de 1 real em alguns casos. Assim, conseguem números muito expressivos, em termos de venda avulsa.
O Super Notícias, de Belo Horizonte, por exemplo, ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os jornais ditos populares poderiam, muito bem, ter, entre seus objetivos e sua missão, um item a mais, além de ganhar dinheiro: melhorar o nível do público brasileiro. Eles podem. Na verdade, isso deveria ser uma obrigação desses jornais. Estão baseados em uma fórmula antiga: mulher nua, esportes, escândalos, crimes e, agora, serviços para aposentados. Mas seu grande trunfo é um preço de capa altamente atrativo, menos de 1 real em alguns casos. Assim, conseguem números muito expressivos, em termos de venda avulsa.</p>
<p>O <em>Super Notícias</em>, de Belo Horizonte, por exemplo, é um fenômeno: chega a uma venda avulsa, média, de 295 mil exemplares diários. Com essa tiragem, o volume mensal de dinheiro (supondo um preço de capa de 25 centavos de real) proveniente de circulação chega a 2, 2 milhões de reais. Pode até ser pouco, para o tamanho da operação, mas essa receita é fortemente reforçada com as chamadas promoções.</p>
<p>No Rio de Janeiro, o <em>Extra</em> vende 240 mil exemplares por dia, o <em>Meia Hora</em> 176 mil e o <em>Expresso da Informação</em>, outros 77 mil. No Rio Grande do Sul, o <em>Diário Gaúcho</em> chega aos 144 mil exemplares por dia. Em São Paulo, o fenômeno venda avulsa parece não ser tão forte: o <em>Agora São Paulo</em> fica apenas nos 64 mil, complementados por 24 mil assinantes. De todos, o <em>Agora</em> é o único que trabalha com assinaturas.</p>
<p>(A fuga das bancas, principalmente em São Paulo, vem sendo discutida por marqueteiros das editoras e dos jornais. Alguns atribuem o fato à falta de segurança: parar em uma banca pode ser um convite ao assalto. Outro, às próprias condições da cidade: o cidadão hoje trabalha ponto-a-ponto. Vai do estacionamento da empresa à garagem de casa. Mas são hipóteses insatisfatórias: e os milhões que usam metrô e ônibus?)</p>
<p><strong>Bancas e assinaturas</strong></p>
<p>É claro que a discussão sobre o futuro dos jornais impressos diante da revolução da informática fica meramente acadêmica. Jornais impressos, neste momento, no Brasil, vendem.</p>
<p>Mas é possível discutir esse fenômeno diante do que ocorre com os jornalões, com sua circulação baseada, principalmente, em assinaturas. A postura do cidadão que se desloca até uma banca ou algum ponto de venda alternativo para comprar seu jornal é bem diferente daquele faz uma assinatura.</p>
<p>A <em>Folha de S.Paulo</em>, hoje, tem 276 mil assinantes e inexpressivos 20 mil exemplares de venda avulsa diária. <em>O Globo</em> tem 213 mil e o <em>Estadão</em> 175 mil assinantes. Os gaúchos também vão bem de assinaturas: 166 mil para <em>Zero Hora</em> e 152 mil para o <em>Correio do Povo</em>. A venda avulsa, para estes, fica entre 15 e 20 mil exemplares por dia, com exceção do <em>Estadão</em>, que vende em média mais de 30 mil exemplares diários. No Rio, o total de jornais vendidos diariamente supera o de assinaturas.</p>
<p><strong>Rentabilidade preservada</strong></p>
<p>O assinante, muitas vezes, nem abre seu jornal. Alguns até deixam acumular, para ler no fim de semana.</p>
<p>Já o cidadão que foi à banca está motivado para ler aquele jornal. Seja pela fofoca da velha atriz e seu marido jovem, seja pela vitória do seu time, seja pela bela mulher da capa, seja pelo sequestro daquela celebridade – ele está motivado. E mais motivado ainda pelas promoções, com prêmios às vezes mirabolantes, às vezes muito simples.</p>
<p>Esta motivação torna o leitor receptivo para tudo o mais que o jornal trouxer – e aí é que há uma boa oportunidade para melhorar o nível desse público: o jornal &#8220;popular&#8221; poderia ter também uma função educativa.</p>
<p>Sem prejuízo dos objetivos de marketing, usando o mesmo tipo de linguagem em textos curtos, esses jornais poderiam enriquecer suas páginas internas. Os jornalões têm seus cadernos de &#8220;Cultura&#8221; e &#8220;Economia&#8221; e muitas vezes mantêm ali uma postura pedante. Esse não é o caminho para os populares.</p>
<p>Dez ou quinze linhas sobre o país para onde foi vendido o jogador, ou dez linhas para contar por que tal ator é chamado de shakespeariano, ou ainda um contra-e-a-favor curtinho sobre a barragem do São Francisco são modestos exemplos do que poderia ser feito.</p>
<p>É um tema e um desafio que fica para a consciência desses profissionais, os editores dos jornais populares, que têm acesso a milhões de brasileiros que sabem ler e leem: levar para eles alguma leitura de melhor qualidade, sem matar a galinha dos ovos de ouro.</p>
<p align="right"><strong>Por José Carlos Marão, em 20/10/2009</strong></p>
<p>Extraído do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/">http://www.observatoriodaimprensa.com.br/</a></p>
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		<title>Condenação da Globo é exemplo pedagógico do controle público e social da mídia</title>
		<link>http://imprensacapixaba.org.br/condenacao-da-globo-e-exemplo-pedagogico-do-controle-publico-e-social-da-midia/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 21:05:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Em decisão de caráter liminar proferida no dia 15 de setembro, o juiz Gustavo Henrique Cardozo Cavalcante, do Fórum de Trairi(CE), condenou a TV Globo a não produzir e exibir cenas de provas do programa “No Limite” que envolvam animais. A condenação é resultado de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Ceará, a partir de representação da União Internacional Protetora de Animais (UIPA) na qual constam as denúncias de maus tratos a animais em quadros do programa, “mix de gincana com reality show”, segundo descrição da emissora.
Entre ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em decisão de caráter liminar proferida no dia 15 de setembro, o juiz Gustavo Henrique Cardozo Cavalcante, do Fórum de Trairi(CE), condenou a TV Globo a não produzir e exibir cenas de provas do programa “No Limite” que envolvam animais. A condenação é resultado de ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Ceará, a partir de representação da União Internacional Protetora de Animais (UIPA) na qual constam as denúncias de maus tratos a animais em quadros do programa, “mix de gincana com reality show”, segundo descrição da emissora.</p>
<p>Entre outras cenas que caracterizam os abusos, os participantes de “No Limite” foram submetidos a provas em que deveriam comer peixes vivos e ovos galados (com o feto do galo quase plenamente desenvolvido).</p>
<p>Os excessos veiculados motivaram protestos na Internet, manifestações públicas e denúncias ao Ministério das Comunicações, que afirmou não ter competência para tratar da questão.</p>
<p>Geuza Leitão, advogada cearense e presidente da UIPA, avalia a condenação como uma grande vitória do movimento de proteção aos animais. A ação baseou-se no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (lei 9.605/98) e no artigo 225 da Constituição Federal, que proíbem práticas de maus-tratos e crueldades com animais.</p>
<p>Na realidade, o Ministério Público pediu a retirada do programa do ar, mas o juiz optou pela proibição da presença de animais nas provas do mesmo. O descumprimento da decisão acarretará o pagamento de multa de cinquenta mil reais por cada programa que desobedeça a sentença.</p>
<p>Neste caso, a condenação foi o preço da arrogância e da soberba. A decisão só foi concretizada devido à recusa da Globo em assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) – acordo judicial mediado pelo Ministério Público – para cessar os abusos contra os animais.</p>
<p><strong>Controle público e social</strong></p>
<p>O fato concreto é que o episódio ilustra muito didaticamente os princípios e possíveis mecanismos de aplicação do conceito de controle público e social da mídia.</p>
<p>Longe de significar censura, o controle público e social é a prerrogativa da sociedade em monitorar, reclamar, denunciar e reivindicar adequações, correções, mudanças – nas legislações e demais políticas públicas, nos programas – e até sanções por conta de situações que, no âmbito dos meios de comunicação, sejam consideradas violadoras de direitos consagrados e/ou de leis.</p>
<p>O controle público e social pode ser traduzido e sintetizado, em boa medida, como participação e partilha de poder nos espaços decisórios.</p>
<p>O caráter público do conceito possui duas dimensões complementares: (1) é promovido em público, de forma transparente e aberta, usual, mas não exclusivamente, através de instituições públicas; e (2) realizado pelo público atento e ativo na defesa dos seus valores e interesses. E o caráter social reside nas consequências para o universo das relações sociais que tais ações geram.</p>
<p>A tradição sociológica sedimentou o conceito de controle social como o conjunto de ações do Estado que denotava e perpetuava o seu controle – pela coerção ou pelo convencimento ou cooptação – sobre a sociedade.</p>
<p>O atual conceito, revitalizado pelas experiências de accountability no mundo inteiro e consolidado – no Brasil – no campo da saúde por conta da constituição do nosso Sistema Único de Saúde (SUS), nas últimas duas décadas, inverte o sentido do tradicional e vai ao encontro de um cânone da democracia: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.</p>
<p>As conferências e conselhos setoriais, as iniciativas do Orçamento Participativo e similares, a atuação vigorosa – embora não livre das contradições presentes na sociedade, registre-se – do Ministério Público e os cada vez mais numerosos projetos de monitoramento e crítica (como os observatórios, as ouvidorias e os ombudsmen, entre outros) aos diversos entes preponderantes nas relações de poder (públicos, como os órgãos e agentes dos três poderes, ou privados, como a mídia, as empresas, os partidos políticos etc.) compõem este imenso e complexo mosaico de mecanismos que conferem à sociedade capacidade de promover concertações pontuais ou mais ou menos amplas.</p>
<p>A construção de uma mídia democrática, politicamente plural, que deixe de violar os direitos humanos e passe a respeitá-los e promovê-los, é um dos objetivos da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a se realizar em dezembro. Para isso, não é possível prescindir do debate sobre o controle público e social, algo muito mais concreto e palpável, aliás, do que a invencionice – proposta pelo governo – dos “temas sensíveis” que necessitarão do “quórum qualificado” de 60% para terem propostas aprovadas na Confecom.</p>
<p>Nesse debate, a única censura existente é a práticada pela própria grande mídia, que foge da discussão pública desqualificando a priori as reivindicações e os atores sociais, como se isso fosse suficiente para evitar o aprofundamento das transformações positivas a que assistimos no campo da comunicação. Como demonstra o professor Edgard Rebouças [1], essa tática de associar a idéia de controle público e social à censura faz parte da estratégia retórica dos donos da mídia para impedir a viabilização de qualquer ação que represente a mínima ameaça à sua hegemonia.</p>
<p>O fosso que circunda a velha cidade, para usar uma figura de Gramsci, não mais se apresenta tão intransponível como outrora, embora isso não signifique a proximidade da superação das contradições centrais da nossa sociedade, relacionadas a outro conceito tão atacado pelos novos cães de guarda do sistema, aquele conhecido como luta de classes.</p>
<p>Texto de Rogério Tomaz Jr. Jornalista, integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social e mantenedor do blog Conexão Brasília Maranhão (http://brasiliamaranhao.wordpress.com).</p>
<p>NOTAS:<br />
1 REBOUÇAS, Edgar. Estratégia retórica dos “donos da mídia” como escudo ao controle social. Revista Líbero, Ano IX, nº 17, p. 41-49, Jun. 2006.<br />
Extraído de http://www.direitoacomunicacao.org.br<br />
27.09.2009</p>
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		<title>TV comunitária de Vitória gera polêmica nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 21:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A TV Ambiental que é levada ao ar através das operadoras Net (canal 10) e RCA (canal 2) está sendo alvo de uma polêmica que envolve o uso legal do canal comunitário estabelecido pela Lei do Cabo, de 1995. Previsto para ser um canal de uso por um conjunto de organizações de atuação comunitária, desde 2005, este espaço vem sendo ocupado exclusivamente pela TV ambiental, o que tem provocado questionamentos de entidades sociais. O assunto foi objeto de matéria publicada no dia 2 deste mês pelo site Observatório do Direito ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A TV Ambiental que é levada ao ar através das operadoras Net (canal 10) e RCA (canal 2) está sendo alvo de uma polêmica que envolve o uso legal do canal comunitário estabelecido pela Lei do Cabo, de 1995. Previsto para ser um canal de uso por um conjunto de organizações de atuação comunitária, desde 2005, este espaço vem sendo ocupado exclusivamente pela TV ambiental, o que tem provocado questionamentos de entidades sociais. O assunto foi objeto de matéria publicada no dia 2 deste mês pelo site Observatório do Direito à Comunicação, que reproduzimos abaixo.</p>
<p> <strong>TV comunitária de Vitória é dirigida por ex-secretário estadual</strong></p>
<p> Jacson Segundo</p>
<p> Enquanto sobram conteúdos na TV que não contribuem para incentivar a cidadania, uma oportunidade de mudar o foco dos conteúdos televisivos é mal aproveitada. Poucas são as pessoas que sabem que as entidades da sociedade civil têm uma emissora de televisão, o canal comunitário previsto pela Lei do Cabo, de 1995. As limitações do modelo – que disponibiliza um único canal para o conjunto das organizações –, as dificuldades de articulação entre entidades, a pouca disposição das operadoras para de fato ofertar o canal e a falta de informação fizeram com que, em Vitória, ele só fosse ocupado dez anos depois, em 2005. Desde então, ele passou a hospedar a TV Ambiental e é gerenciado por um grupo liderado pelo biólogo e ex-secretário estadual de Meio Ambiente Almir Bressan Júnior.</p>
<p>A TV Ambiental é transmitida pelas operadoras Net (canal 10) e RCA (canal 2). A grade de programação conta com sete programas que, segundo Almir Bressan, são feitos por uma produtora chamada Dinâmica Produções. “Fala-se em cultura, comércio-exterior, logística, de desenvolvimento sustentável e da vida da cidade”, relata. Se de um lado exalta a programação, a falta de objetividade para responder questões sobre a gestão do canal deixa claro que ao menos de uma qualidade a TV ainda carece: transparência. Não é fácil conseguir informações sobre o funcionamento desse canal que é público e, segundo a legislação, deveria ser gerido pelo conjunto das entidades interessadas.</p>
<p> Segundo Bressan, que afirma estar licenciado de função pública, existe uma entidade que coordena o uso da TV comunitária. É a Associação dos Canais Comunitários de Vitória, que tem o próprio Bressan como presidente. No entanto, a lista de quem participa dessa associação não é pública. Ela não possui nem ao menos um site e seu presidente restringe-se a dizer que são “várias entidades”.</p>
<p>Até uma informação básica como o local de funcionamento da associação é omitida. Perguntado sobre o endereço da organização, Bressan se limita a dizer que ela se situa no centro de Vitória. Independente da desconfiança que a falta desta informação possa gerar em relação à gestão do canal, no mínimo esta omissão impede que uma organização social que deseja participar do canal, o que é seu direito, consiga contatar a associação. Mesmo assim, o diretor da TV afirma que o grupo que quiser participar de alguma forma no canal pode procurá-lo “para conversar sobre a proposta”.</p>
<p>“Se o canal não for utilizado pelas entidades, ele fica como qualquer outro canal comercial”, critica Fernando Trezza, representante da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCom).</p>
<p>Outra informação que deveria ser pública é a forma de financiamento do canal. O modelo mais comumente adotado pelos canais comunitários é que a entidade que realiza um determinado programa banca seu custo de produção. É uma saída encontrada pelas organizações, já que é proibida a propaganda comercial nesses canais e também não existe nenhum tipo de mecanismo de financiamento público para eles.</p>
<p>No caso capixaba, não foi possível conhecer a forma com que a TV consegue sustentar sua programação. O diretor da TV Ambiental afirmou que os custos de produção são elevados, mas também não disse quem paga a confecção dos programas.</p>
<p><strong>A autorização</strong>Diferente do que ocorre com os canais abertos de rádio e TV, o grupo interessado em coordenar o uso de um canal comunitário não precisa passar por avaliação do governo Federal e do Congresso Nacional. Ele entra em contato direto com a operadora de TV a cabo local, que analisa o pedido e depois distribui a programação para os seus assinantes. Quando há mais de um grupo pleiteando o canal, é feita uma tentativa de acordo entre eles para que haja um consenso em relação ao seu uso.</p>
<p> </p>
<p>A autorização para ocupação do canal comunitário pela TV Ambiental foi dada em 2005. A forma como isso foi feito, porém, também não é clara. A operadora Net não quis explicar como foi o processo para a concessão da autorização. Não soube informar nem qual a data correta em que a autorização foi emitida.</p>
<p>Sabe-se que, para conseguir a autorização, a entidade que pretende gerenciar o canal deve cumprir alguns critérios. Um deles diz que empresas privadas não podem participar da gestão da emissora comunitária. Outro, afirma que o gestor não pode proibir que outras entidades públicas tenham espaço na programação.</p>
<p>Em caso de denúncia de mau uso do canal, o Ministério Público ou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) podem ser acionados, por intermédio da Associação Brasileira de Canais Comunitários (ABCCom).</p>
<p><strong>Histórico</strong></p>
<p>O grupo de Almir Bressan não foi o único interessado em usar a TV comunitária. Antes da ocupação do canal, houve uma tentativa de várias entidades da sociedade civil de fazer isso. O Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo foi um dos principais agentes da articulação, que terminou frustrada.</p>
<p>A jornalista e coordenadora de Comunicação do Sindicato dos Bancários Sueli de Freitas era presidente do Sindicato dos Jornalistas na época. Ela conta que as entidades estavam organizadas e conseguiram até avançar na questão burocrática. “Chegamos a fazer uma proposta de estatuto e a criar uma associação”, diz Sueli. A associação foi batizada com o nome do jornalista morto em um acidente de trânsito José Carlos Luz Marques.</p>
<p>A diretoria provisória era formada por pessoas como Paulo Buback, representando o Sindicato dos Engenheiros, David Protti, professor universitário, e a própria Sueli. A organização, porém, nunca chegou a se efetivar. Existiu apenas no papel.</p>
<p>A legislação também complicou o funcionamento do canal àquela época. A lei que cria a TV comunitária não são estabelece alternativas de captação de recursos, por exemplo, já que o uso de publicidade comercial é proibido. “Pensamos em criar uma contribuição das entidades que participavam da discussão”, afirma Sueli. Iniciativa que também não foi em frente.</p>
<p>As questões financeiras e organizativas não foram os únicos problemas que impediram a associação não funcionou. “A maioria das pessoas não tinha tempo de se dedicar. Não sei se a construção do canal era prioridade para as entidades. Nem do Sindicato dos Jornalistas era”, avalia Sueli.</p>
<p>A idéia era ocupar a programação inicialmente com vídeos já produzidos pelas entidades. No entanto, uma tela com a frase “Canal Comunitário em Construção” e o telefone do Sindicato dos Jornalistas foi a única “programação” que esse grupo de pessoas conseguiu colocar no ar.</p>
<p>A atual presidente do Sindicato dos Jornalistas, Suzana Tatagiba, vê com preocupação a forma como é ocupado hoje o canal comunitário em Vitória. Ela afirma desconhecer a associação que gerencia o canal e acredita que o tema deve voltar à pauta de discussão dos interessados na democratização da comunicação.<br />
<strong></strong></p>
<p><strong>Legislação</strong></p>
<p>As TVs comunitárias surgiram por meio da lei 8.977 de 1995. Conhecida como Lei do Cabo, ela regulamenta todo o serviço. Além disso, é nela que surge a obrigação das operadoras em oferecer os chamados “canais cidadãos”, um deles, a TV para uso comunitário.</p>
<p>São seis canais de utilização gratuita previstos em lei, divididos da seguinte forma: um canal legislativo municipal/estadual, reservado para o uso compartilhado entre as câmaras de vereadores e a Assembléia Legislativa do respectivo Estado; um canal reservado para a Câmara dos Deputados; um canal reservado para o Senado Federal; um canal universitário; um canal educativo-cultural e um canal comunitário aberto para utilização livre por entidades não governamentais e sem fins lucrativos.</p>
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		</item>
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		<title>Espírito Santo inicia debates para levar propostas locais à Confecom</title>
		<link>http://imprensacapixaba.org.br/espirito-santo-inicia-debates-para-levar-propostas-locais-a-confecom/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Sep 2009 18:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aeiadmin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Já estão abertas as inscrições para que será realizada neste sábado, dia 12 de setembro, de 8 às 18 horas, no auditório do Cemuni IV da Ufes. A Conferência é um dos eventos que acontece por toda Federação como etapa preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que será realizada em Brasília, nos dias 1, 2 e 3 de dezembro.
São esperados 150 participantes que dicutirão, pela manhã, dois temas: Princípios de uma Comunicação Democrática e As Novas Mídias e a Construção da Cidadania. À tarde serão montados quatro ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já estão abertas as inscrições para que será realizada neste sábado, dia 12 de setembro, de 8 às 18 horas, no auditório do Cemuni IV da Ufes. A Conferência é um dos eventos que acontece por toda Federação como etapa preparatória para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) que será realizada em Brasília, nos dias 1, 2 e 3 de dezembro.</p>
<p>São esperados 150 participantes que dicutirão, pela manhã, dois temas: Princípios de uma Comunicação Democrática e As Novas Mídias e a Construção da Cidadania. À tarde serão montados quatro Grupos de Trabalho: Grupo 1 – Mecanismos de controle social da mídia (sub-tema: A criminalização dos movimentos sociais na mídia); Grupo 2 –  As novas formas de distribuição e circulação de bens culturais; Grupo 3 – Educomunicação (Sub-tema: Construção da subjetividade); Grupo 4 – A importância de um sistema público regional</p>
<p>Este é uma oportunidade da sociedade debater a realidade local das questões relactivas à comunicação e assumir sua responsabilidade de mudar os meios de comunicação do Estado e do país. O evento é aberto a todos os interessados em discutrir os temas. As inscrições podem ser feitas pelo site <a href="http://conferenciaregionales.wordpress.com/">http://conferenciaregionales.wordpress.com</a>. Mais informações podem ser obtidas através do endereçõ <a href="http://proconferenciaes.wordpress.com/">http://proconferenciaes.wordpress.com</a>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Programação</strong></p>
<p><strong>Sábado (12/09)</strong></p>
<p><strong>Manhã </strong></p>
<p>8h – Cadastramento</p>
<p>8h30 -Mesa de abertura</p>
<p>9h – <strong>Princípios de uma comunicação democrática</strong></p>
<p>- Panorama da comunicação no Brasil – <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/blog/">Renato Rovai</a></p>
<p>- Conferência Nacional de Comunicação – Jonas Valente do <a href="http://www.intervozes.org.br/">Intervozes</a></p>
<p>- A situação no Estado – <a href="http://twitter.com/ruthreisvix">Ruth Reis</a></p>
<p>Mediador: <a href="http://twitter.com/zenilton13">José Nilton</a></p>
<p>10h – Debate</p>
<p>11h – <strong>As novas mídias e a construção da cidadania</strong></p>
<p>- A convergência tecnológica e seus impactos sociais – <a href="http://twitter.com/samadeu">Sérgio Amadeu</a></p>
<p>- A produção da periferia e a relação com a web – <a href="http://twitter.com/markun">Pedro Markun</a></p>
<p>Mediador: <a href="http://twitter.com/fabiomalini">Fábio Malini</a></p>
<p>12h – Debate</p>
<p>13h – Intervalo</p>
<p><strong>Tarde</strong></p>
<p>14h – Grupos de trabalho</p>
<p>16h30 – Plenária</p>
<p>18h – Encerramento</p>
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