AEI
Superando seus desafios,
Inaugura sua
Biblioteca.
Na atualidade, investir em cultura é no mínimo um ato de bravura ou de loucura. Fugindo a essa regra, a Associação Espírito-Santense de Imprensa – AEI, inaugurou a sua Biblioteca, que recebeu o nome de Dr. Antônio José Miguel Feu Rosa, advogado, jornalista, escritor, jurista, político e Conselheiro da Instituição. Figura expoente de nossa literatura, autor de obras de renome nacional, além de um autêntico democrata, amante da Liberdade de Expressão e dos Direitos Humanos. Motivo que levou a Direção da AEI, a dar o seu nome a sua Biblioteca.
Quem não conhece a história da AEI, não pode imaginar seu desempenho e suas lutas, na busca de uma imprensa livre, distante do corporativismo, tão maléfico a sociedade e, hoje, tão comum nos meios de comunicação corporativistas, normalmente manipulados pelos poderes políticos e econômicos.
Foi exatamente no dia 1º de Dezembro de 1933, que destemidos e valorosos membros da nossa sociedade, capitaneados pela iniciativa de Carlos Nicoletti Madeira, Adelpho Poli Monjardim e Daniel Michael Tickomiroff, fincaram as raízes da Instituição em solo capixaba. A partir deste corajoso ato, iniciou-se um novo tempo na Imprensa Capixaba, nessa época, normalmente violentada pela truculência dos coronéis. Muitos outros dirigentes vieram, em especial o ex – Presidente Nahum Prado, que presidiu a instituição por mais de 20 anos e, construiu um monumental edifício, onde instalou a sua sede, no Centro de nossa Capital, edifício esse, que recebeu o nome de batismo de “PALÁCIO DO JORNALISTA”, onde mantém até o presente sua sede.
Não obstante todas suas lutas, em prol dos princípios básicos de uma imprensa livre e transparente, a instituição, que viveu momentos de glamour, também enfrentou sérios problemas e dificuldades, na sua longa trajetória, dificuldades que colocaram em risco seu patrimônio histórico e econômico, que agora passamos a relatar. Os fatos aqui narrados, tem como único objetivo, o de esclarecer acontecimentos vividos pela AEI é fruto de uma minuciosa pesquisa (investigação que ainda, não é totalmente conclusiva) e, teve o seu começo no ano de 2001, logo após o passamento do seu ex – Presidente Osvaldo Zanelo, que marcaram esse período, como o mais conturbado na sua existência. Com a sua morte, a instituição passou a ser gerida pelo seu vice, Frederico Teixeira Filho. Frederico, em sua breve gestão e por motivos ainda não identificados deu inicio a um gradativo processo de seu esvaziamento, provocando o seu isolamento e o afastamento dos sócios. Mas mesmo assim, teve o mérito, de se tornar guardião, de seu valioso patrimônio. Patrimônio, que naquela época, se tornará, objeto de permanentes assédios, por parte de uns “pseudos” sócios. Que insatisfeitos, passaram deliberadamente a promover uma sórdida e sorrateira campanha, pela sua desestabilização e, ainda enfrentar, pouco tempo depois, outro grave problema, com a morte inesperada do Frederico. Ele, que mesmo com todas as dificuldades e as duras penas, mantinha acesa as chamas de sua sobrevivência.
Ficando abandonada, inoperante e inativa, vivenciava o seu calvário, passando ser, uma presa fácil, para os que planejavam se apropriarem do seu patrimônio.
Foram momentos angustiantes e de muitas dificuldades, na busca do seu restabelecimento, tendo ainda, que enfrentar forças misteriosas, contrárias ao seu ressurgimento, que tramavam por sua dissolução.
Após esses tenebrosos momentos, vividos por mais de seis anos (6), veio ela, ser resgatada pela iniciativa e dedicação, de uns poucos abnegados sócios, que decidiram pela sua reabertura e, o seu retorno as suas atividades.
Ressurgindo das cinzas, como um VULCÃO em ERUPÇÃO e, procurando resgatar seus espaços, através de ações contundentes, lideradas pelo Jornalista e seu Presidente Ângelo Fernandes, sem temer os obstáculos e a todo tipo de violência praticada contra a mesma.
Agora, mais um passo foi dado na direção de sua consolidação, assim como outros já realizados, e os que virão.
A inauguração no dia 30 de agosto passado, de sua Biblioteca, com um acervo de mais de 16 mil exemplares, que esta aberta aos seus sócios e a sociedade capixaba. Marco de uma nova fase em que vive.
Hoje, recuperada, com uma nova proposta, novos objetivos e novos projetos, vem ratificar com a sua recuperação (que é visível, mesmo aos olhos dos mais incrédulos e oposicionistas), que quer, cada vez mais, fortalecer seus pilares na busca da valorização do nosso Estado, nossa Categoria e principalmente, da Liberdade de Imprensa, tão carente e tão necessária nos dias atuais, na manutenção dos mais puros ideais Democráticos, como sustentação inquestionável de apoio a nossa combalida e decadente Democracia Brasileira.
Por: Katyùcia C. Nunes

















1 comentário
Carlos Henrique Bezerra Leite disse:
11/11/11 em 8:12 am (UTC -9)
Parabenizo a AEI pela inauguração da sua Biblioteca multicultural que, certamente, contribui para o desenvolvimento da cidadania, da democracia e dos direitos humanos em nosso Estado do Espírito Santo.
Atenciosamente,
Carlos Henrique Bezerra Leite